O jornalismo sensor é ético?

O jornalismo sensor permite que redações encontrem padrões em dados que captam. Qualquer um pode fazer um sensor com um hardware a baixo custo e de fonte aberta e configurá-lo para atender às necessidades de uma matéria ou projeto.

A Associated Press, em parceria com o Spatial Information Design Lab da Universidade de Columbia, mede a qualidade do ar em Pequim de forma independente. Ao ligar sensores para seus celulares, os jornalistas da AP captam os níveis de monóxido de carbono e usam esses dados para informar sobre as condições de qualidade do ar em tempo real.

Durante uma painel na Conferência Interativa South by Southwest em Austin, Texas, o editor John Keefe explicou o potencial que essa técnica de coleta de dados tem para o jornalismo.

"O Google pega dados de mapas e de telefones Android e cria informação de tráfego", disse Keefe. "De uma certa maneira, isso é dados de sensor sendo usados ​​ao vivo para o serviço público. O que estamos fazendo no jornalismo assim? O que podemos fazer?" Keefe lançou um projeto de sensor de jornalismo de sua autoria, um rastreador de cigarras, que ajuda a prever quando surgirá uma invasão esperada há 17 anos.

O jornalismo sensor ainda envolve uma série de desafios, incluindo a exatidão dos dados, segurança do jornalista, invasão de privacidade e como proteger uma "fonte" quando a fonte é uma máquina.

Que outros benefícios e desafios o jornalismo sensor representa? Como você pode usá-lo em suas reportagens?

Imagem usada com licença CC no Flickr via .evenwestvang

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